A artista

Sobre - Paula Luiza

ANTES DE 2013 - ONDE TUDO COMEÇOU

A música entrou cedo na vida de Paula Luiza. Aos sete anos, influenciada pelo avô materno, que tocava viola em um trio com os tios da cantora, ela já encontrava um jeito de estar perto da música. Enquanto a mãe pensava que Paula estava brincando com os amigos, muitas vezes ela havia escapado para cantar com o avô nos botecos do bairro.

Aos 15 anos, subiu pela primeira vez em um palco de karaokê. Depois vieram as aulas de canto, as bandas de garagem e as primeiras experiências de palco.

Em 2012, formou a dupla Paula Luiza & Ricardo, uma das experiências que antecederam a decisão que mudaria definitivamente sua trajetória: seguir carreira com o próprio nome.

O RECOMEÇO

Depois do fim da dupla, Paula passou um período afastada dos palcos. Mas ficar longe da música não durou muito.

Em outubro de 2013, decidiu começar sua carreira solo e passou a preparar repertório e show. No mês seguinte, fez uma de suas primeiras apresentações dessa nova fase em um evento promovido pela Rádio Canal Um FM, em Taquaritinga, dentro de uma programação com diversos artistas.

Também em novembro chegou ao YouTube “Resposta”, composição de Paula criada como uma resposta à música O Cowboy Vai Te Pegar, de Rionegro & Solimões. O vídeo ultrapassou a marca de 100 mil visualizações, dando à nova carreira solo seu primeiro resultado expressivo.

Era o começo oficial de Paula Luiza como artista solo.

A ESTRADA COMEÇA A SER CONSTRUÍDA

Depois do primeiro passo, veio aquilo que marcaria os anos seguintes: estrada e palco.

Paula passou a circular por Taquaritinga e cidades de toda a região, construindo sua agenda entre bares, casas de shows, festas e eventos. Ao mesmo tempo em que surgiam oportunidades em apresentações maiores, havia também os palcos pequenos fundamentais para formar repertório, experiência e, principalmente, a capacidade de se conectar com públicos muito diferentes.

Foi uma carreira construída tocando, cidade por cidade.

EFEITOS DE AMAR

Em 2015 nasceu “Efeitos de Amar”, um dos primeiros grandes projetos da fase solo de Paula Luiza.

O trabalho reuniu músicas autorais e releituras sertanejas, com faixas como “Romance de um Livro”, “Só Saudade” e “Resposta”, além de clássicos como Evidências e Você Me Vira a Cabeça.

“Romance de um Livro” ganhou produção de Dudu Oliveira, em Jaboticabal, e permanece como um dos registros daquela fase no YouTube.

Era uma Paula que já começava a mostrar características que permaneceriam na carreira anos depois: composição própria, sertanejo, releituras e uma forte ligação com o repertório que o público gosta de cantar junto.

MAIS PALCOS E ESTRADAS

O trabalho de “Efeitos de Amar” atravessou o período de 2015/2016 enquanto Paula continuava ampliando sua presença pela região.

A agenda seguia misturando bares, festas, eventos e apresentações maiores. Antes de qualquer salto de estrutura, havia uma artista acumulando horas de palco e aprendendo, na prática, a conduzir diferentes tipos de público.

Essa rotina seria a base para o crescimento que viria nos anos seguintes.

TROQUEI AMOR PELA CACHAÇA

Em 15 de agosto de 2017, Paula lançou a primeira versão de uma música que atravessaria diferentes fases de sua carreira: “Troquei Amor Pela Cachaça”, composição própria que ganhou videoclipe e passou a circular em rádios e plataformas digitais.

A música começou a ganhar repercussão antes mesmo do lançamento oficial e ampliou a presença do trabalho autoral de Paula.

Nos palcos, a agenda também crescia. Em 2017, esteve em eventos e apresentações com nomes como Hugo & Tiago, além de outras atrações do sertanejo e da música nacional que passaram pelas programações das festas em que Paula se apresentava.

Nascia ali uma música que, quase uma década depois, ainda teria novos capítulos.

BEBO DOBRADO OUVINDO MODÃO

Em 2018, Paula lançou seu primeiro CD físico, “Bebo Dobrado, Ouvindo Modão”.

O projeto misturava suas próprias músicas entre elas “Troquei Amor Pela Cachaça”, “Romance de um Livro” e “Só Saudade” com clássicos sertanejos apresentados em sequências e medleys, como Majestade o Sabiá, Fio de Cabelo, Nuvem de Lágrimas e outros sucessos.

Olhando de 2026 para trás, o projeto revela algo importante: o modão, as músicas autorais e as releituras em sequência já faziam parte da identidade de Paula muito antes da fase atual.

Em outubro daquele ano, a cantora completava cinco anos de carreira solo, já com uma intensa rotina de apresentações pelo interior.

Também em 2018, participou de show/evento com Fiduma & Jeca, entre outras programações daquele período.

E AGORA ?

Em 23 de maio de 2019, Paula lançou “E Agora?”, acompanhada de um videoclipe em formato de história.

O cenário escolhido também guardava uma ligação com sua cidade: o clipe foi gravado em uma construção inacabada de um shopping de Taquaritinga, conhecida popularmente como “Esqueleto”. O local seria demolido posteriormente, fazendo do videoclipe também um registro de uma parte da memória da cidade.

Em 2019, Paula também dividiu o palco com Juliano Cezar, o “Cowboy Vagabundo”, artista fortemente ligado ao universo sertanejo e country.

Enquanto novos projetos eram lançados, a rotina continuava intensa entre bares, festas, rodeios, aniversários de cidades e eventos por toda a região.

Até ali, a carreira havia sido construída principalmente assim: quilômetros, repertório e muitas horas em cima do palco.

QUANDO OS PALCOS PARARAM

2020 começava com mais um projeto importante: nascia o Bloco da Paulinha, levando Paula também para o universo do Carnaval.

Pouco depois, a pandemia interrompeu a rotina de shows presenciais. Mas a música não parou.

Durante esse período, Paula realizou diversas lives solidárias para arrecadação de alimentos, buscando ajudar famílias e pessoas que mais precisavam. Algumas dessas transmissões tiveram participações especiais, incluindo nomes conhecidos do futebol, como Amaral, ex-jogador do Palmeiras, e Dinei, ex-jogador do Corinthians.

Foi também durante o período da pandemia que Paula passou a atuar como locutora da Rádio Canal Um FM, vivendo a comunicação por um novo ângulo.

Quando os palcos ficaram em silêncio, a carreira encontrou outras maneiras de continuar próxima das pessoas.

VOU APELAR

Ainda em um período impactado pela pandemia e pela retomada gradual do entretenimento, Paula continuou produzindo música.

Em 10 de setembro de 2021, lançou “Vou Apelar”, com videoclipe no YouTube.

A faixa conquistou um marco importante no ambiente digital: foi a primeira música de Paula a entrar em uma playlist editorial do Spotify, a Geração Sertaneja, e ultrapassou 40 mil reproduções.

As lives, a rádio e o trabalho digital mantiveram a artista ativa enquanto o mercado de shows se preparava para voltar.

A VOLTA AOS PALCOS

Com a retomada dos eventos, 2022 marcou uma nova aceleração.

Paula voltou a circular por festas e shows e passou também por grandes eventos universitários, incluindo festas ligadas à JUMED e INTERMED.

Na música, lançou “Origens”, projeto com mais de 20 regravações de clássicos sertanejos organizados em medleys. Era um projeto pensado para aquele sertanejo de churrasco, encontro entre amigos e músicas que todo mundo sabe cantar novamente reforçando a relação de Paula com o modão e as releituras.

O ano também teve forte trabalho de divulgação. Paula participou do programa SBT Verdade, no SBT Ribeirão Preto; concedeu entrevista ao vivo à Cultura FM, de Araraquara; e esteve nas rádios Ternura FM e Máxima FM, em Ibitinga.

Em 5 de novembro, lançou “Mando um Pix”, composição própria em ritmo de piseiro. O videoclipe foi gravado no tradicional Bar Copacabana, em Taquaritinga, e contou até com a participação do proprietário do bar, conhecido como Tio do Copa.

Depois de dois anos atípicos, Paula estava novamente na estrada e a partir dali, o tamanho dos palcos e dos eventos começaria a crescer progressivamente.

10 ANOS, NOVOS PALCOS

Em 2023, Paula Luiza completou dez anos de carreira solo.

O período marcou uma nova escala para os shows. Paula passou a aparecer com maior frequência em programações de rodeios, festas públicas e eventos de maior porte.

Foi uma das atrações do Rodeio dos Amigos de Ibitinga, em uma programação que também contou com nomes como Cezar & Paulinho e Zé Henrique & Gabriel.

Em Minas Gerais, integrou a programação da comemoração do aniversário de Itamogi, evento que também recebeu o Raça Negra.

Em Jaboticabal, foi uma das atrações de destaque da Feira do Quitute. A relação com o evento continuaria: Paula voltaria a fazer parte da programação em 2024, 2025 e 2026.

Também esteve em importante evento de Rincão, além de realizar um circuito de entrevistas em rádios da região.

Na música, 2023 trouxe “Vestígios”, faixa que conquistou uma relação especial com seu público e passou a fazer parte do repertório dos shows.

O ano terminou com apresentação de Réveillon em Cândido Rodrigues/SP, em praça pública.

Dez anos depois daquele começo em 2013, a estrada começava a mostrar uma mudança clara de escala.

NOVOS PALCOS, NOVAS FRONTEIRAS

Em 2024, o crescimento iniciado após a pandemia continuou.

O Bloco da Paulinha atravessou as fronteiras de São Paulo e chegou a Minas Gerais, levando o projeto para um novo estado. A partir desse período, o espetáculo também passou a incorporar o Baile da PL, ampliando o repertório com um momento dedicado ao funk e transformando o Bloco em uma experiência ainda mais abrangente.

Nos rodeios e grandes eventos, Paula passou por programações importantes da região. Esteve no Rodeio de Jaboticabal, em evento que também recebeu Mari Fernandez, e se apresentou no palco principal do Rodeio de Monte Alto, cuja programação contou também com Gustavo Mioto.

Em Itápolis, participou de evento cuja grade também recebeu Diego & Arnaldo.

A presença na mídia regional também continuou, incluindo participação em programa de televisão em Araraquara e no podcast da Rádio Morada.

E Paula voltou à Feira do Quitute de Jaboticabal, iniciando a sequência de retornos ao evento depois da participação de 2023.

A carreira já não estava apenas voltando da pandemia. Estava crescendo.

CONSTÂNCIA

Em 2025, Paula lançou o EP “Constância”, reunindo cinco faixas e conectando diferentes momentos de sua trajetória.

O projeto trouxe novas versões de “Troquei Amor Pela Cachaça” e “Só Saudade”, ao lado de “Minha Cura”, “Palavras Cruzadas” e “Alcoolmedicando”.

Era passado e presente no mesmo projeto: músicas que já faziam parte de sua história ganhando nova roupagem enquanto novas canções entravam no repertório.

O Bloco da Paulinha voltou a Minas Gerais, consolidando a expansão iniciada no ano anterior.

Paula também integrou a programação do Rodeio de Pirangi, em evento com Eduardo Costa, e retornou novamente à Feira do Quitute de Jaboticabal.

Na virada de 2024 para 2025, apresentou-se no Réveillon de Itápolis, na Praça do Cristo, diante de um grande público.

Ao mesmo tempo, a agenda começou a ganhar outra dimensão: além de rodeios, festas públicas e aniversários de cidades, cresceram as contratações para eventos corporativos, confraternizações de grandes empresas, casamentos e formaturas.

A carreira começava a ocupar cada vez mais formatos e públicos.

DO MEU JEITO

2026 reúne muitas das experiências construídas nos anos anteriores e abre uma nova fase.

Em abril, Paula foi convidada por Vinicius Alberto para a gravação do feat “Medo de Bebum”.

No mesmo ano, revisitou parte de seu repertório autoral por meio de remixes e colaborações com DJs no projeto historicamente chamado “Paredão da Patroa”. Canções como Álcoolmedicando, Minha Cura, Vestígios, Só Saudade, Palavras Cruzadas e Troquei Amor Pela Cachaça ganharam novas versões e sonoridades.

Entre elas, “Troquei Amor Pela Cachaça”, lançada originalmente em 2017, ganhou remix com DJ Kévin - quase uma década depois de sua primeira versão.

A agenda continuou crescendo entre grandes eventos, festas públicas, rodeios, corporativos, casamentos e formaturas. Paula também chegou ao quarto ano consecutivo na programação da Feira do Quitute de Jaboticabal, depois das participações de 2023, 2024 e 2025.

Em outubro, Paula completa 13 anos de carreira solo.

E em 14 de novembro de 2026, em Monte Alto/SP, toda essa trajetória ganha um novo capítulo: a gravação do primeiro DVD da carreira, “DO MEU JEITO”.

O projeto reúne muito do que esteve presente desde o começo: o sertanejo, o modão, as músicas autorais, as releituras, os medleys, a energia dos shows e a proximidade com o público.

Inclusive, a história de “Troquei Amor Pela Cachaça” volta a se encontrar com esse momento: DJ Kévin participa do DVD, onde será registrado o clipe da versão remix.

Não é o começo de uma personagem nova.

É a soma de tudo o que veio antes.

Dos botecos onde cantava com o avô aos sete anos ao primeiro DVD.

Dos bares da região aos grandes palcos.

Das primeiras composições às músicas que atravessaram diferentes fases.

De 2013 a 2026.

Paula Luiza - DO MEU JEITO.